Dr. Fabio Dornelles
Graduação:
UFRGS, Residência Médica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Especialização em Catarata, Lentes de Contato, Transplante de Córnea e Cirurgias do Segmento Anterior.
Membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa.
Dra. Luciana Meister Dei Ricardi
Graduação:
UFRGS, Residência Médica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Especialização em Retina e Vítreo e Uveítes (Centro Brasileiro de Cirurgia Ocular e Universidade Federal de Goiás - GO)
Membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.
Dr. Nórton Souto Severo
Graduação:
FFFCMPA, Residência Médica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Especialização em Catarata, Lentes de Contato, Transplante de Córnea e Cirurgias do Segmento Anterior
Membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa.
CIRURGIAS
Cirurgia de catarata
(Facoemulsificação com implante de lente intraocular)
Cirurgia refrativa
(LASIK e PRK)
Cirurgias corneanas
(Anel de Ferrara, Cross-linking, Transplante de córnea)
Cirurgia de glaucoma
(Trabeculectomia)
implantes valvulados (ex: válvula de Ahmed)
Cirurgia de conjuntiva
(Exérese de pterígio, Transplante conjuntival)
Cirurgias Vitreorretinianas
(Retinopexia, Vitrectomia, Descolamento de retina, Retinopatia diabética, Buraco macular, Membranas epirretinianas)
Injeções Intravítreas
(Avastin, Lucentis, Triancinolona)
Fotocoagulação com laser de argônio
YAG laser
(Capsulotomia, Iridotomia)
Adaptação de lentes de contato
(Gelatinosas, Rígidas, Tóricas, multifocais, para ceratocone e após cirurgia refrativa)
EXAMES
Refração/ceratometria computadorizada
Topografia corneana
Biometria ultrassônica (imersão)
Paquimetria ultrassônica
Foto e Videodocumentação
Cirurgia de Catarata
Catarata é uma opacidade no cristalino responsável pela diminuição da acuidade visual. A catarata é um processo natural de envelhecimento, geralmente se desenvolvendo com o passar do tempo. Nos estágios iniciais, geralmente não necessita ser removida, e uma nova prescrição de óculos resolve o problema parcialmente.
Com a evolução, a cirurgia é necessária para melhorar a visão. Atualmente, a cirurgia é segura e muito efetiva. Geralmente é realizada de forma ambulatorial e com anestesia local. O paciente volta para a sua casa e muitas vezes retira o curativo no mesmo dia.
A maiora das cirurgias de catarata é realizada com incisões microscópicas, através das quais o aparelho de facoemulsificação fragmenta a catarata com ultrassom, criando pequenos pedaços que são então aspirados por esta pequena incisão. Para manter esta pequena incisão, necessitamos usar lentes intraoculares dobráveis. Todas essas tecnologias permitem que milhões de pacientes recuperem a visão com segurança, de uma forma que nao era possível até alguns anos.
Tipos de lentes intraoculares
Se classificam em dois tipos: dobráveis e não-dobráveis
Lentes Dobráveis
Podem ser feitas de diversos materiais, sendo os mais comuns o silicone e o acrílico (hidrofílico e hidrofóbico).
Estas podem ser monofocais (esféricas e asféricas), tóricas (corrigem o astigmatismo) e multifocais (corrigem a visão para longe e perto ao mesmo tempo). Cada paciente, após ser avaliado individualmente, recebe a indicaçao de que lente intraocular está indicada para o seu caso, podendo ser uma lente monofocal, tórica ou multifocal.
Lentes não-dobráveis
São lentes rígidas, confeccionadas com um polímero de acrílico (PMMA). São as lentes que originalmente usávamos para substituir o cristalino opacificado. São boas lentes, porém necessitam uma incisão em torno de 5,5 mm a 6,0 mm, que necessita ser suturada (pontos). Estes pontos geram um maior astigmatismo e aumentam o tempo de recuperação do procedimento em muitas semanas.
Glaucoma
Doença que afeta o nervo óptico, provocando a perda de visão. Normalmente, está associada com pressão intraocular elevada. O glaucoma pode ser agudo ou crônico, sendo esse último responsável pela grande maioria dos casos. Por não provocar sintomas imediatamente, é importante a medida da pressão ocular em todos os pacientes, principalmente após os 40 anos.
O acompanhamento é feito com exames como paquimetria, campo de visão, avaliação da camada de fibras nervosas, além de fotodocumentação do nervo óptico. O tratamento, atualmente, é baseado no uso de colírios, e tem como objetivo reduzir a pressão ocular, sendo efetivo na maior parte dos casos.
Casos avançados de glaucoma, que não respondem ao tratamento medicamentoso, necessitam de tratamento cirúrgico.
Retinopatia Diabética
Manifestação ocular do Diabete Mellitus, afeta pacientes com DM tipo 1 e DM tipo 2. Os maiores fatores de risco são o tempo de desenvolvimento do diabetes, a hipercolesterolemia, o mau controle metabólico, a hipertensão arterial não controlada e o acometimento simultâneo de outros órgãos-alvo (ex. nefropatia diabética, neuropatia periférica, cardiopatia).
Todo paciente com DM1 deve realizar a primeira avaliação oftalmológica para triagem com mapeamento de retina 5 anos após o início da doença. Pacientes com DM2 devem submeter-se a avaliação retiniana no momento do diagnóstico do diabetes, uma vez que nao existe certeza sobre a data de início da doença.
O quadro retiniano inicia-se com microaneurismas, microhemorragias e exsudatos duros, e denomina-se retinopatia diabética. A retinopatia pode ser classificada em leve, moderada e grave, até uma fase proliferativa. O tratamento padrão é a fotocoagulação a laser, dependendo do estágio e da localização da doença. Conforme a gravidade, existem tratamentos adjuvantes com injeções intravítreas (de ação local), com medicações como o anti-VEGF e a triancinolona. Casos avançados, com descolamento de retina tracional e hemorragia vítrea, tem tratamento cirúrgico com vitrectomia via pars plana.
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